Tudo segue seu rumo

20-11-2013 06:07

 
Flutuam no espaço
-- perdidas,
gaivotas de aço.
 
O espaço infinito perdeu-se
-- também,
por traz do horizonte infinito.
 
As ondas nubladas
-- de vultos cinzentos,  
escorregam,
como se fossem trenós,  
debaixo dos lençóis dos céus.
 
Ziguezagueando,
Resenhas da morte
-- anunciam,
Perdidas no espaço
As gaivotas de aço.
 
Desenham, a esmo,
os seus titubeios. Será hoje?
Talvez, amanhã!? Não importa!
 
A porta abriu-se da sorte fatal:
Sem mais delongas,  
o discurso acabou(-se)...
Haverá um alguém triunfal?
 
Dos seres humanos
desedenha-se a vida...
Napalm ilumina as noites escuras.
 
De fulgor rastejante  
os céus se incendeiam. O esplendor
-- como um feixe de raios solares,  
com seu brilho fugaz  
-- num rastro de rizomas,
faz o coração estremecer!
 
Haverá vida para viver?
 
São gaivotas de aço
-- luziluzindo...
Perdidas no espaço;
Flutuam em forma de cruz.  
Refletem os raios solares,
ofuscando a própria luz!