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O barracão continua

06-09-2013 09:12

O barracão de zinco

continua enchendo --

O pessoal se aglomerando,

Os corações cada vez mais se esvaziando,

A prata e ouro tilintando -- Por entre as páginas

dos sermões proclamados...  Aos quatro ventos,

como foi antigamente, vende-se as indulgências.

Agora porém, de modo mais sofisticado:

Em pequenos sashes,

eletronicamente embalados...

Profetas de profecias inspirados --

Dominam o cenário dos espaços sidéreos

ao custo de 30 moedas,

ao Judas solapados.

Pergunto: Coisas do tipo,

em nome de quem são planejadas!?

Por certo, em nome Dele não!..

-- E suas Escrituras tais práticas não são mostradas!..

 

"Um barracão de zinco" tomou a vez do Templo.

22-02-2013 12:01
Hoje, 6 de maio de 2011,

veio-me ao pensamento a idéia de fazer uma poesia que mostrasse como a (histórica) Igreja de Cristo -- durante os nossos dias, teve acelerada a sua decadência espiritual. Os líderes da "fé", que deveriam manter viva a chama do Evangelho verdadeiro, se degradaram, ao se submeterem ao chamado apelo das massas e se auto-destituiram da verdade bíblica, para entregar-se ao assistencialismo proselitista humanista. Escrevi, então, "Um barracão de zinco". Não fui muito a fundo, porém, acho que dei o recado a que me propus:

               Um barracão de zinco  (06-05-2011)

Milhares de anos se escoaram
 -- dois deles já se passaram...
   
 Igrejas, ao longo edificadas,
 se fecharam. Em seu luagar,
 de zinco barracões
 -- de formas variadas,
 se erigiram... Se levantaram!..
 Da fé os pensamentos, de leve
 -- como em sonho de vagalume
 reluzindo os sentimentos
 aos poucos se apagaram.
nem saudades deixaram!
 Milhares de anos se escoaram
 -- por dois deles, os fieis falaram.
 Igrejas se tornaram comunidades.
 Agências comunitárias de auxílio!
 A fé do "evangelho massificante"
 --  de aquisição de bens e
 de serviços se proclamou!
 

 
Unificaram-se os pensamentos...
 No barracão de zinco, a canção
 -- não mais ligada ao Cantochão,
 dos humildes os corações ligou!
 O Evangelho da Eclésia falhou!..
 Milhares de anos se escoaram
 -- dois deles já se passaram...
 Por dois deles, os fieis falaram.
 Nos últimos tempos, mudaram.
 Os templos, barracões viraram!

 

 

Apostasia

 

Apostasia grande tomou a conta dos Senhores
 — os que navegam pelas ondas mansas da fé.
 Tramsformaram templos em barracos de zinco
 e, os barracos de zinco tornaram-se-lhes a Sé.

A sarça-ardente transformou-se em fogueira —
 de São João, para alguns e, de coisa qualquer,
 para outros… Desde que traga algazarra alegre
 para dentro do “corpo” — agora humano. E só!

Sabidos alguns, Senhores do Verbo, pensaram.
 E, como que por milagre, tiveram sábias idéias:
 Uma fogueira de Jesus imaginaram. Enganaram,
 a si e a todos. Fogueira de Pedro seria melhor!..

De outra maneira ser não poderia. O barracão…
 Pouco importa se é de zinco, se é de alvenaria.
 O templo caiu. A hora é de apostasia. Palmas!
 Batam palmas, com euforia! Queremos alegria!

Louvores aos exímios cantores… Levitas são —
 Eles levitam, por entre as palmas, como heróis
 que amaciam os sentimentos das multidões!..
 Depois, churrasco saboreiam em pálidos salões.

Chefões de um povo crédulo…  Acostumados —
 contrariados não podem ser nos seus sermões,
 manipular as mentes dos pequeninos. — Anões!
 …  São eles contradizendo-se, em seus senões.

A paz que pregam, … resolvem aos bordões…
 Tensão entregam aos incautos e insubmissos.
 Um golpe de gravata resolve-lhes a ingrata dor
 de ouvir, dos menos cautos, o denodo e pudor.

03/30/2010

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