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Ilha dos vivos-mortos
09-12-2013 08:30
Um apanhado,
em forma de quadro abstracionista,
relata a nossa existência atual...
O século XXI -- como se apresenta,
ao perspicaz espírito questionador
Ainda somos vivos, ou somos já --
sepulcros ambulantes vivos-mortos?
Retrospectivando, teremos a noção:
de como fomos empobrecendo a mente
-- Hoje embutida em casulos:
dos construtores de idéias
de falsos sentimentos e
de valores sem valoração!..
Voamos, alguns -- não todos.
Espaços exploramos -- não para todos.
Palácios construimos -- para alguns.
De prata e ouro, cofres abarrotamos,
somente para os mais astutos. Os que
se dizem preletores de filosofias
que amortecem as consciências
dos seres (chamados) menores
-- Os engandos pelos doutores.
O grande globo ficou pequeno --
Não encolheu em tamanho; Compactou-se
-- puros dados informativos,
Sem valores cognitivos -- acumulações
Sem nexos causais... Puras distorções!
-- Assombreando a nitidez
das fronteiras entre as nações.
Ecocinésia involuntária das concepções.
Uma simbiose semiológica acelerada
em suas internas contradições.
É esta a perspicácia dos pergaminhos --
Os resumos dos "escritos"
de parabólicas configurações.
E, porque nós todos somos vivos-mortos,
ainda não entendemos a suas insinuações.
Ainda somos humanos
06-12-2013 08:16
Ainda não nos converteram em máquinas;
Embora, tivessem tentado muitas vezes.
Já construiram o coração de "aço";
Porém, o sangue vermelho natural,
Ainda circula em nossas veias...
Ainda bate, em nós, o coração de carne.
O peito se contrai e se dilata,
Conforme os sentimentos que vivenciamos
-- Não ao sabor das normas de conduta,
Por Sábios de eloquência elaborados.
A desventura que vivemos, nos faz sentir
A dor de ódio e o prazer das alegrias --
Tecemos redes de paixões incríveis...
Mas nelas não nos afogamos. Sentimo-nos
Heróis incólumes. Jamais vencíveis!..
As máquinas, gigantes do progresso
Não nos tornaram inda robôs insensíveis!
A nossa carne ainda lateja... e treme...
Sob o frêmito do peso da fome. Esbraveja!
Numa sensação de impotência, reviceja!..
Vibra pasmada, dançando os espasmos,
No turbilhão massacrante da prepotência!
Nossos nervos ainda tremulam... Sentem,
na pele, dos machucados todas as dores...
Fazendo pulular os condutos dos desamores.
Inda que os ventos soprem do leste e,
Que do norte venham os furaacões;
Inda que asa chuvas de tempestades
Afoguem todas as nossas aspirações;
Não tombaremos os nossos poucos anseios
No museu das "Perdidas Ilusões"!..
Não somos ainda de aço.
Também não somos pira de espuma
Que, ao se inflamar, se desvirtua.
Somos humanos ainda. Em nossas veias
-- embora já dilatads,
Corre um sangue vermelho escarlate.
E, em nosso peito dorido,
Ainda há um coração que bate!..
Мені здається
05-12-2013 08:15
Мені здається,
що інформація дійша до вуха
отої простої людини.
Що знову зірветься воля
боротися за спосіб життя!..
Та не за будь-який,
а за отой, за котрий
віками ми будували наше
ще недосягнуте буття!..
Та неймовірність мені шепоче
-- Чи осінь промине?
-- Чи уже скоро прийде весна?
Зими я небажаю більше;
Вона нам шкодить дуже!
Для мене, рік мав-би тільки:
Весна в початок, а тоді літо
і літо без кінця!
Ще вчора здавалося мені,
що сонце засіяло і місяць
позолотілий танцював...
Не так же показалося --
Кінець весни хтось готував.
Та, на майдані, співати
-- хор просторів, перестав!
Люди стояли, питалися себе:
"... хто нас заблокував?.."
Та невідоме щось нас долає.
Дороги загорожує наших надій
-- Чи ми не можемо позбутись
отих ганебних наших ворогів?
Вони снують своє нам павутиння!
Ми ж маєм наші світлофори...
Вживаймо їх для наших подій!
Мені здається,
що інформація дійша до вуха
отої простої людини.
Не шум гарматів розжене тумани,
А сила волі
-- з захопленням бажання,
розвіє осінні тумани... Принесе
літо дощів і нової долі!
Buscando a paz
04-12-2013 16:53
Um pássaro de aço,
Livre voando --
escalando as nuvens.
Sem medo de trovões.
Esconde-se
no cimo das alturas
-- Parece estar fugindo
dos problemas
atmosféricos da Terra.
Dentro, os passageiros
Também sem medo, fogem
dos seus problemas
-- pessoais...
Angariados
durante sua existência
Também aqui na Terra.
Um pássaro de aço, --
por sobre as nuvens,
vai levando-os
Para os lugares pensados
de calmarias e
de tranquilas águas
-- Possíveis cachoeiras,
canyons e mirantes
com paisagens celestiais!
Livre como um pássaro
-- de verdade,
Um pássaro de aço vai voando.
Por vezes, toca a ponta do céu.
Que sonhos impossíveis
são os sonhos dos passageiros!?
-- A liberdade só se encontra
lá no cantinho
no qual a gente nasceu!
Em algum ponto de lá,
existe um mirante
que nos pode mostrar --
Por mais distante que possa estar,
A cachoeira dos sonhos,
que nós queremos tanto encontrar!?
Що скажеш?
02-12-2013 10:01
Журишся даремно.
Уваги не звертаєш
-- життя минає скоро;
-- другого ти впізнаєш?
А що скажеш? Подумав?..
В сумовнім стані,
мічого не розпізнаєш!..
Боротися...
ось така вся наша доля.
Духом не падати. Ніяк!
позаду залишити
-- слід по собі:
Безсмертний дотик до душі.
Слово життя
-- ідейного буття.
Без початку, також
без кінця...
Бери олівець
малюй кольоровий папірець
напиши "я п'яний гусар --
стрілецької слави співець"
Відбив все минуле
-- зготував новий кінець!
Погоджуюся з вами усіми
-- маю свій стіл,
також маю свій стілець!
Боротися за право
могти на вулиці спати,
перекопувати могили --
кістки своїх невдач
промивати, висушувати
повітрям свіжим, та й
знову засипати. Коло хати!
Раненько вставати;
пізно, в ночі глибокій,
спокійно відпочивати!..
Журишся даремно.
Таке певно потрібно.
Засипали одну яму --
вже копають нову!
Поможи їм...
Нехай цю, засипнуть піском.
Таких є всюди
30-11-2013 10:12
Знайдеш, на кожнім переулку,
того хто, із тобою, якесь
Злочинство
-- для брата свого,
зможе підготовить.
Він пече хліб, для себе,
на вогню чужім. Свогож-бо
він не мав ніколи, тай мати
і не бажає. -- Навіщо?
Він брата свого оббирає!
А він розумний!?
Про себе, ось иак розповідає:
’Багато маю, я ж бо є вірний.
Бадьорий всюди -- та завжди,
І творчих планів багато маю!
Усе, що я торкну рукою --
в наслідок переробляю.’
Направі, він є хуліган
-- камуфльовано прикритий,
під показливий і добрий стан.
Чорт суворий --
Вживає руки замість хвоста...
Різноманітні види
29-11-2013 16:56
Різноманітні види світу маємо
-- для мене, світ фортеця;
-- для тебе, світ здається
ніби-то купа людей, які
шукають чогось не сполученого
між собою... Кожен для себе,
за себе, та лишень
за свою долю. А другому,
давай навіть і недолю!..
Бідний нізащо не відповідає.
Він невидимий чоловік
-- тай, про нього, навіть
його жінка нічого не знає...
Невідомий він родився,
невідомо проживає.
-- Ледви тінню других існує.
Свого, чим показатись,
нічого він так і немає.
А про цеж і не думає --
Живе так, як Бог бажає?
Неповноцінним себе не бажає,
Отож сидить під гіллям верби
та з вітром розмовляє --
Показатися на ринку привітань
-- як блідий місяць себе чує,
тож і не воліє. Тай не бажає.
Для нього світ, це не фортеця
-- по волі божій,
він якусь кару відживає.
З дитинства був так навчений,
Бачив дії сили других --
А самже, для дії, сили не має!
O dia se foi
29-11-2013 10:26
O dia sereno vai terminando.
A lua navega por sobre as nuvens.
O sol já deitou-se a tempos;
Comigo deixou a saudade
envolta em sombras.
A noite, mais calma que o dia,
tomou a conta de tudo... Chegou!
-- Envolveu-me em seus braços,
"Descanse!", disse-me ela.
-- O sono me dominou...
É hora da noite...
-- Tudo cessou!
Inclinei o meu rosto;
O travesseiro confidenciou
-- Esqueça as saudades
Que o sol já se foi.
Com saudades, a alma só dói!
A lua também quiz dar um palpite.
Disse-me: "A vida é mesmo assim".
O sol foi deitar-se --
vai curtir o teu sono,
Mantenha distância de mim.
Então eu dormi.
Por instantes, fiquei fora de mim.
A lua navegava por sobre as nuvens
Envolto em sombras,
sob o luar prateado,
em descansava, enfim!
No ônibus
28-11-2013 07:23(uma poesia dos fins de 1970)
Se acaso o vento a perturbar
-- reclame!
Que eu fecharei a janela.
Não gostaria de vê-la incomodada
nem os cabelos seus
bailando à toa. Oh!
Linda, menina boa!
Viagem longa nos espera
-- De São Paulo a São Caetano.
Suportar-nos, um ao outro,
é o jeito...
Eu fitando os seus olhos -- E
você, não sendo uma fera...
Acompanh-eme no colóquio
-- algo conte-me de você.
Ouvirei-a com carinho. Em
depois, direi-lhe de mansinho:
"Que prazer foi conhecer você!"
Mulher
26-11-2013 11:34
A mulher é um ser perfeito
-- ato puro da criação...
Foi concebida
no instante exato
de uma sublime inspiração.
No seu olhar foi impresso\;
o azul do céu profundo,
o negro do profundo
do azul do mar,
o prateado da pálida lua e
o negrume das noites sem luar.
Dos seios seus, perfume exala,
inebriando corações...
Dos lábios seus, veneno jorra,
matando aos poucos
as esperanças das jovens ilusões.
Das suas mãos, brotam carícias...
Os seus cabelos bailam ao leu.
Os seus suspiros tristes
evocam gemidos, choros e prantos,
de quantos sós vegetam, sob os céus.
É a mulher beleza pura...
Forma suprema de perfeição!
É a síntese divina
do poder de criação.
Suas entranhas carregam vida.
Contornos seus, espalham morte.
No seu sorriso malicioso vibra,
se agita e se agiganta,
da tempestade,
a grande tormenta...
Um simples sopro seu
-- um "não",
derruba o mais forte.
A mulher é um ser perfeito
de uma sublime inspiração.